Jerônimo mantém cautela sobre candidatura de Binho Galinha
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quinta-feira (30) a oficialização da pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Binho Galinha (Avante), que é alvo da Operação El Patrón e possui condenação em primeira instância.
Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, Jerônimo afirmou que não pretende interferir nas decisões internas das legendas e ressaltou a autonomia partidária.
“Temos uma coligação de oito partidos. Eu coordeno o acompanhamento da construção da política, zelo por isso, mas eu não imponho nada, e não posso e nem devo, à autonomia, à soberania e à democracia partidária. Não imponho nem ao meu partido”, declarou.
O governador afirmou ainda que os partidos devem seguir critérios éticos, mas disse que o caso envolvendo Binho Galinha deve ser tratado no âmbito judicial.
“Os partidos têm a sua autonomia. Nós primamos e zelamos na recomendação pela ética. Nesse caso em especial, o deputado está com seu advogado respondendo as questões na Justiça. É um caso de Justiça. E meu limite vai até aí”, afirmou.
Binho Galinha é alvo da Operação El Patrón
Binho Galinha, deputado estadual pelo Avante, foi condenado pela Vara Criminal de Feira de Santana a 36 anos e 9 meses de prisão. A decisão envolve crimes relacionados à posse irregular de arma de fogo de uso permitido, posse de arma com numeração suprimida e outros delitos ligados a armamentos.
O parlamentar também é investigado no âmbito da Operação El Patrón, deflagrada pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal para apurar suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros crimes.
“Quem elegeu o deputado foi o povo”, diz Jerônimo
Durante a entrevista, Jerônimo destacou a diferença entre cargos de confiança indicados pelo Executivo e mandatos obtidos pelo voto popular.
Segundo o governador, ocupantes de cargos de confiança precisam seguir orientações de conduta da gestão estadual, mas parlamentares possuem legitimidade eleitoral própria.
“Quando é um cargo de confiança todos os meus cargos de confiança, quando eu indico e nomeio, sabem que têm um compromisso a zelar. Se ele não andar na linha, ele vai ser convidado a se retirar do local e procurar o advogado para cuidar”, afirmou.
Sobre o caso de Binho Galinha, o governador declarou que o mandato pertence à escolha dos eleitores e defendeu que exemplos positivos sejam fortalecidos na política.
“Nesse caso é um mandato popular e eu espero que a gente possa ter os bons exemplos alimentados para que a gente não possa ser uma referência negativa”, completou.
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